Um segurança fica de guarda na sessão de abertura do Congresso Nacional do Povo, realizada no Grande Salão do Povo, em Pequim, em 5 de março de 2024. (Wang Zhao/AFP via Getty Images)

ANCARA, Turquia — O presidente dos Estados Unidos Donald Trump reiterou seus alertas sobre o comunismo durante a Cúpula da OTAN em Ancara, em 8 de julho, afirmando que ele está se enraizando nos Estados Unidos e em todo o mundo.

Em resposta a uma pergunta da NTD News, veículo de mídia afiliado ao Epoch Times, Trump disse que os Estados Unidos enfrentam uma crescente ameaça ideológica do comunismo e descreveu-o como atraente por prometer moradia gratuita e outros benefícios.

O presidente afirmou que o comunismo, em última instância, leva à pobreza, à violência e a más condições de vida.

Ele disse que o comunismo tem fracassado consistentemente ao longo da história, mesmo quando apresentado sob nomes diferentes, como “social-democratas”.

“Quero divulgar isso, porque o que está se formando no país é o comunismo, e o comunismo é fácil de vender”, disse Trump durante a coletiva de imprensa no encerramento da cúpula.

“Parece tão bom. Mas não é bom. É um termo muito perigoso”.

Trump continuou dizendo que o comunismo “se tornou internacional”, mas “nunca funcionou” e “não vai funcionar”.

Trump contrastou o comunismo com o sistema econômico dos Estados Unidos, afirmando que o país possui um mercado de trabalho forte, salários em alta e um sistema, no geral, bem-sucedido, embora imperfeito.

Sem citar nomes, Trump caracterizou alguns oponentes políticos como “muito perigosos” e argumentou que a disseminação de ideias comunistas representa uma das maiores ameaças que os Estados Unidos já enfrentaram — comparável ou maior do que grandes crises históricas.

Trump indicou que a ideia de os Estados Unidos se tornarem comunistas é mais perigosa do que Pearl Harbor e o 11 de setembro.

“Uma coisa que acontece quando você se torna comunista é que nunca mais volta atrás”, disse Trump. “Você morre na miséria, e tudo se torna muito perverso e muito desagradável”.

Ele disse que os países que se tornam comunistas não se recuperam e, em vez disso, passam por repressão, pobreza e sofrimento.

Os comentários de Trump surgem no momento em que candidatos que se autodenominam socialistas democráticos, concorrendo pelo Partido Democrata, venceram as primárias em Nova Iorque e no Colorado.

Desde as primárias, o presidente tem usado discursos recentes para alertar sobre o comunismo e criticar esses candidatos. “Eles são comunistas, não são social-democratas”, disse Trump em uma conferência da Faith and Freedom Coalition em 26 de junho.

Durante a conferência, bem como em discursos proferidos em 3 e 4 de julho, marcando o 250º aniversário da nação, Trump exortou os americanos a protegerem a identidade do país, alertando que a ideologia comunista vem ressurgindo.

“Há agora um ressurgimento da ameaça comunista em nosso território, inclusive por parte de recém-chegados ao nosso país que abraçam ideias totalmente opostas ao nosso modo de vida e ao nosso grande sucesso”, disse Trump em 3 de julho.

“Não se trata de meras divergências políticas, como diferenças sobre impostos ou regulamentações. O comunismo é uma ameaça mortal à liberdade americana”.

Trump criticou a ideia de que os Estados Unidos foram fundados em terras roubadas por opressores.

“Quanto àqueles que divulgam as mentiras de Marx sobre nossa herança, que dizem às nossas crianças que vivemos em terras roubadas ou que nossos heróis eram opressores, eles estão fazendo algo muito pior do que difamar nosso passado; estão difamando e atacando nosso futuro”, disse ele.

Em 4 de julho, dirigindo-se à multidão reunida no National Mall para comemorar o Dia da Independência, Trump afirmou: “O sistema comunista é o oposto do sistema americano, e o sistema comunista nunca funcionou.

“Nossos guerreiros não lutaram contra o comunismo em campos de batalha pelo mundo inteiro para que essa ameaça voltasse a erguer sua cabeça horrível bem aqui nos Estados Unidos. Não vamos deixar isso acontecer.

“É como um câncer, é preciso extirpá-lo; é preciso extirpá-lo rapidamente”.

Em seu discurso de 3 de julho, ele também descreveu o comunismo como “uma ameaça mortal à liberdade americana” e o chamou de “a maior ameaça ao nosso país”.

Estima-se que 65 milhões de chineses tenham morrido sob os esforços do líder Mao Zedong para estabelecer uma nova China “socialista” e que entre 25 milhões e 30 milhões de pessoas tenham morrido na antiga União Soviética sob o comunismo.

Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.

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