
Boa noite! Nesta quarta-feira, 07 de janeiro, trazemos para você:
Jair Bolsonaro foi encontrado machucado na prisão
Chefes de guerrilhas na Venezuela começam a voltar para Colômbia
Mais cristãos são presos pelo regime comunista chinês
Ministro das Relações Exteriores chinês inicia série de visitas na África
Operação na Venezuela expôs o limite do poder militar chinês fora da propaganda
Trump está restaurando a Doutrina Monroe?
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Brasil ─ Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi encontrado machucado na prisão na terça-feira, com hematoma no rosto e sangramento no pé. A família relatou que ele seria levado ao Hospital DF Star para novos exames.
Carlos Bolsonaro disse que chegou à Superintendência da PF após a visita de Michelle e soube que médicos avaliavam uma queda ocorrida na madrugada. Ao vê-lo, afirmou que Bolsonaro estava “atordoado” e desviou do assunto quando perguntado.
Segundo o relato, Bolsonaro mencionou um pesadelo e não soube explicar horário nem como caiu. Moraes autorizou hoje a ida do presidente ao hospital para exames.
Colômbia/Venezuela ─ Narcotráfico

Chefes de guerrilhas na Venezuela começaram a voltar para a Colômbia após a ação dos EUA que derrubou Nicolás Maduro, disse uma fonte militar colombiana à agência de notícias AFP.
Bogotá acredita que líderes do Exército de Libertação Nacional e dissidências das Farc estavam do outro lado da fronteira. Com Maduro levado aos EUA no fim de semana, o Ministério da Defesa reforçou a vigilância com cerca de 30 mil militares ao longo de 2.200 km.
A tensão cresce com Trump falando em atingir estruturas do narcotráfico na Colômbia, enquanto Gustavo Petro e grupos armados avisam que reagirão.
China ─ Liberdade religiosa

A igreja protestante clandestina Early Rain Covenant disse que seis membros foram detidos em Chengdu, no sudoeste da China, em uma ação policial ocorrida na terça-feira, segundo organizações de direitos humanos.
Segundo a Reuters, entre eles está o líder atual, Lee Young Keong, cujo apartamento teria sido revistado. As autoridades não explicaram e confirmaram as acusações.
O caso ocorre em meio a uma intensificação do controle sobre religiões fora do registro estatal, com limitações a cultos presenciais, pregação online e arrecadação. ONGs pedem libertação imediata e citam outras operações recentes contra igrejas domésticas, como as de Wenzhou e a Igreja Zion.
China ─ Visitas à África

O Ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, iniciou uma série de visitas à África, que vai até 12 de janeiro. Ele deve passar pela Etiópia, Somália, Tanzânia e Lesoto.
A China diz que quer fortalecer parcerias e ampliar exportações, além de garantir rotas e acesso a recursos. Pequim também tenta manter espaço frente à concorrência europeia por investimentos na África.
A passagem pela Somália é a primeira de um chanceler chinês desde os anos 1980, mirando o Golfo de Aden. Na Tanzânia, chineses reformam a ferrovia Tazara. No Lesoto, Wang firmar novos acordos comerciais..
EUA ─ Eleições

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na terça-feira, em Washington, que os republicanos precisam vencer as eleições de meio de mandato de 2026 ou “será impeachmado”.
Falando a parlamentares do próprio partido durante um encontro fechado, Trump afirmou que, se a oposição recuperar força no Congresso, vai “arrumar um motivo” para tentar derrubá-lo.
Ele também pressionou a bancada a se unir e a tratar aos eleitores de temas como gênero, saúde e segurança eleitoral, mirando um eleitorado insatisfeito com o custo de vida. Trump comentou ainda a tradição de o partido do presidente perder as midterms.
Você realmente conhece a ONU?
A ex-funcionária da ONU, Emma Reilly, fez denúncias graves e abriu uma das maiores controvérsias internas da instituição, revelando uma possível influência silenciosa do Partido Comunista Chinês dentro de organismos internacionais.
Em uma entrevista contundente, Emma detalha como o regime chinês pressiona, infiltra e direciona decisões dentro da ONU — e o custo pessoal de se levantar contra isso. Uma história de coragem, poder e verdade. Confira agora mesmo em nossa EpochTV!

Trump está restaurando a Doutrina Monroe?

Barris com produtos químicos usados para criar drogas sintéticas, como a metanfetamina, são mostrados durante uma entrevista coletiva pelas autoridades federais em Pasadena, Texas, em 3 de setembro de 2025. Ronaldo Schemidt/AFP via Getty Images

Christian Milord ─ Autor, The Epoch Times
Recentemente, o presidente Donald Trump revelou sua Estratégia de Segurança Nacional, marcando um afastamento das abordagens de seus antecessores. Em vários aspectos, a estratégia se assemelha a uma iteração moderna da Doutrina Monroe, formulada pelo quinto presidente dos Estados Unidos, James Monroe.
É claro que essa nova versão vai muito além do que Monroe imaginou há dois séculos. Monroe defendia que a América evitasse envolvimentos nos assuntos europeus, buscando proteger o Hemisfério Ocidental de interferências estrangeiras. Trump compartilha esse impulso, mas sua política de “America First” opera em um escopo mais amplo e assertivo.
Trump está focado em impedir que adversários estrangeiros distantes subvertam a democracia e a segurança nacional no hemisfério, ao mesmo tempo em que busca evitar que países vizinhos da América Central e do Sul minem a estabilidade interna dos Estados Unidos. Para administrar essas prioridades, seu governo combina diplomacia, pressão econômica e ação militar direta.
A diplomacia envolve acordos comerciais e de paz, enquanto a pressão econômica se manifesta por meio de tarifas. No campo da ação cinética, ataques rápidos e decisivos são empregados para manter ameaças à distância. O primeiro passo dessa estratégia tem sido reforçar a fronteira sul e acelerar deportações de estrangeiros que violam o Estado de Direito.
Paralelamente, Trump trabalha com parceiros globais para desmantelar cartéis de armas, drogas e tráfico humano que operam na região. China, Irã e Rússia estariam envolvidos nessas redes, ampliando sua influência na América Latina e na América do Norte.
Um desenvolvimento positivo é a cooperação do governo mexicano, sob a liderança da presidente Claudia Sheinbaum e do responsável pela aplicação da lei, Omar García Harfuch. Com apoio da maioria dos governadores e das instituições jurídicas do México, avanços vêm sendo feitos por meio do compartilhamento de inteligência e do crescente repúdio público às práticas brutais dos cartéis.
Em paralelo, o governo Trump utiliza a política comercial para pressionar a China a interromper a exportação de precursores de fentanil para o México, adotando uma abordagem de “confiar, mas verificar”. Enquanto isso, embarcações carregadas de drogas provenientes da Bolívia, Colômbia e Venezuela vêm sendo interceptadas no mar.
Em um desenvolvimento recente, uma operação cuidadosamente planejada resultou na captura do ex-líder venezuelano Nicolás Maduro por forças de segurança e inteligência dos Estados Unidos. O aumento da pressão naval e a apreensão de embarcações ligadas ao narcotráfico e ao petróleo intensificaram o cerco ao regime. A queda de Maduro envia uma mensagem clara a outras autocracias regionais, bem como à China, ao Irã e à Rússia.
Outro pilar da Doutrina Trump é conter a expansão do Partido Comunista Chinês na América Latina, especialmente por meio da Iniciativa do Cinturão e Rota. Isso inclui esforços para limitar a influência chinesa em portos, infraestrutura, sistemas de vigilância e no entorno de bases militares americanas.
Eleições recentes em países como Argentina, Chile, Equador, El Salvador, Honduras, Peru e Paraguai trouxeram ao poder líderes mais conservadores, potencialmente capazes de reduzir o crime e apoiar valores democráticos na região.
Por fim, fortalecer as Forças Armadas dos Estados Unidos, sob o princípio de “paz por meio da força”, é central para essa estratégia. O uso combinado de poder duro e poder brando, aliado à reafirmação de alianças tradicionais, busca defender o livre comércio, a liberdade e o Estado de Direito, sem envolver os EUA em projetos extensos de construção de nações — embora o futuro da Venezuela pós-Maduro ainda permaneça incerto.

Operação na Venezuela expôs o limite do poder militar chinês fora da propaganda

Ilustração de The Epoch Times, Imaginechina/Alamy, domínio público, Freepik, Casa Branca
A captura relâmpago de Nicolás Maduro em Caracas, antes do amanhecer de 3 de janeiro, não foi apenas um terremoto político na América Latina. Foi também um teste real — e público — das capacidades militares chinesas fora do papel, fora dos desfiles e longe da propaganda.
Em poucas horas, forças americanas entraram e saíram do espaço aéreo venezuelano, neutralizaram defesas, desembarcaram tropas no coração da capital e deixaram o país com seu líder máximo algemado, sem registrar uma única baixa ou perda de equipamento.
Para analistas militares, o que falhou naquela madrugada não foi apenas o regime de Maduro. Falhou o sistema de defesa aérea que Caracas vinha exibindo como prova de dissuasão — grande parte dele fornecido e promovido por Pequim.
“Não foi a falha de um radar específico. Foi o colapso de um sistema inteiro.”
O mito da defesa “anti-stealth”
Durante anos, a Venezuela investiu pesado em armamentos chineses e russos, apresentando-os como escudos contra uma eventual intervenção dos Estados Unidos. Entre eles estavam radares chineses JY-27A, vendidos como capazes de detectar aeronaves furtivas — justamente o tipo de tecnologia que sustenta o poder aéreo americano.
No papel, esses sistemas prometiam enxergar o invisível.
Na prática, na madrugada de 3 de janeiro, não enxergaram nada.
“O equipamento não fez a menor diferença quando confrontado com inteligência em tempo real, guerra eletrônica e ataques coordenados.”
Segundo ele, o verdadeiro embate não ocorre entre alcance de radar e velocidade de mísseis, mas na cadeia completa: detecção, comunicação, decisão e execução conjunta. É nesse ponto que sistemas frágeis costumam ruir.
Uma operação medida em horas
A ordem foi dada pelo presidente Donald Trump às 22h46 do dia 2 de janeiro. Em minutos, uma máquina militar distribuída por cerca de 20 bases aéreas e navais no hemisfério ocidental entrou em movimento.
Helicópteros avançaram a cerca de 30 metros sobre o mar para evitar detecção. Aeronaves bombardearam, mapearam, interferiram eletronicamente e cegaram sensores. Drones e sistemas espaciais abriram corredores invisíveis até Caracas.
Menos de cinco horas depois, às 3h29, Maduro e sua esposa estavam a bordo do USS Iwo Jima.
O arsenal empregado incluiu bombardeiros B-1B, caças F-22 e F-35, aeronaves de guerra eletrônica EA-18G Growler, aviões de alerta antecipado E-2 Hawkeye e uma constelação de drones, apoiados por capacidades cibernéticas e espaciais.
Nada disso foi contido pelas defesas venezuelanas.
Desfiles não vencem guerras
Além dos radares, Caracas vinha exibindo veículos anfíbios, blindados de infantaria e sistemas de foguetes fabricados na China, frequentemente apresentados em desfiles como símbolos de modernização militar e da parceria com Pequim.
Para Yu, essas imagens criam uma ilusão perigosa.
“Você pode parecer moderno e alinhado em um desfile. Sem combate real, isso é só cenografia.”
Ele ressalta que o Exército Popular de Libertação não enfrenta uma guerra de grande escala desde 1979. A doutrina chinesa se apoia em estudos de conflitos alheios — não em validação contínua no campo de batalha.
A operação americana em Caracas foi especialmente sensível para Pequim porque atingiu um dos pontos centrais de sua narrativa estratégica: a promessa de neutralizar a superioridade aérea dos EUA.
“A detecção ‘anti-stealth’ é uma capacidade de manchete, feita para impressionar.”
Naquela madrugada, a manchete se desfez.
Corrupção, comando e fragilidade estrutural
Para Yu, o fracasso vai além da tecnologia. Ele aponta problemas sistêmicos na indústria de defesa chinesa: corrupção, incentivos distorcidos e uma cultura que pune más notícias.
Em sistemas fechados, disse, fornecedores são recompensados por aparência e conformidade burocrática, não por desempenho sob estresse real.
“O relatório sobe limpo, mesmo que o equipamento não funcione.”
O modelo de “fusão militar-civil” da China, segundo ele, amplia o risco: contratos obtidos por influência, componentes inferiores substituídos silenciosamente e pouca fiscalização independente.
Mesmo quando plataformas individuais são aceitáveis, o entorno — manutenção, treinamento realista, logística honesta e integração — costuma ser frágil.
O fator decisivo: comando e velocidade
Outro ponto crítico exposto em Caracas foi a diferença de comando.
Segundo Yu, o sistema americano privilegia integração e delegação. Uma vez autorizada a missão, decisões são empurradas para baixo, permitindo ajustes em segundos.
O modelo chinês, ao contrário, é rigidamente centralizado e politicamente condicionado.
“Não importa quão avançado seja o equipamento. Ele ainda precisa esperar ordens do topo.” afirma Yu Tsung-chi.
Em combates modernos, essa espera é fatal.
Um recado além da Venezuela
Na avaliação do analista, a decisão de capturar Maduro não foi dirigida apenas a Caracas. O recado foi pensado para Pequim, para regimes alinhados à China — como Cuba e Irã — e para governos latino-americanos que flertam com uma aproximação estratégica com o Partido Comunista Chinês.
Ele interpreta a operação como uma aplicação direta da Doutrina Monroe sob a lógica de segurança do segundo mandato de Trump: reafirmar o hemisfério ocidental como área vital e bloquear a consolidação de influência chinesa.
“A Venezuela pode ser apenas o primeiro dominó.”
Yu Tsung-chi
A mensagem final foi clara: armamentos exibidos em paradas, promovidos em catálogos e vendidos como dissuasão global não substituem sistemas testados sob fogo real.
Em Caracas, a propaganda encontrou a realidade — e perdeu






