Boa noite! Hoje é 16 de dezembro, terça-feira, e isso é o que você precisa saber:

  • Crise diplomática entre Japão e China continua acentuada.

  • Taiwan afirma estar pronta para reagir contra ataque surpresa.

  • Rússia rejeita proposta de trégua de Natal da Ucrânia.

  • Três embarcações são destruídas na costa Oeste da América Latina.

  • Partido Comunista Chinês precisa ser exposto e condenado pelo crime de extração forçada de órgãos 

  • Tudo o que queremos no Natal é o retorno da civilidade

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China/Japão ─ Crise diplomática

A China voltou a cobrar hoje que o Japão se retrate por declarações da primeira-ministra Sanae Takaichi sobre Taiwan. As falas foram feitas em 7 de novembro deste ano.

Pequim criticou duramente as declarações e afirmou que Tóquio tenta confundir a comunidade internacional. A crise diplomática se aprofundou nas últimas semanas, após o Japão sugerir uma possível resposta militar coletiva legal.

Na segunda-feira, o Japão anunciou a instalação de um radar na ilha de Kitadaito, em Okinawa. A obra começa no próximo ano para monitorar atividades militares chinesas na região leste.

Taiwan/China ─ Defesa militar

O Ministério da Defesa de Taiwan afirmou hoje que suas forças armadas estão prontas para reagir rapidamente a um ataque surpresa da China. Segundo um relatório enviado ao Parlamento, as unidades podem agir de forma imediata, sem esperar ordens superiores.

O alerta vem após o aumento das atividades militares chinesas ao redor da ilha, que ocorrem quase diariamente. Taipei avalia que Pequim pode transformar exercícios de rotina em ações reais de combate.

O relatório aponta que essas operações chinesas crescem ano a ano. O ministro da Defesa, Wellington Koo, deve explicar os detalhes aos parlamentares na quarta-feira.

Rússia/Ucrânia ─ Trégua de Natal

O Kremlin afirmou hoje que uma trégua de Natal proposta pela Ucrânia só será possível se houver avanço rumo a um acordo de paz. A declaração foi feita pelo porta-voz Dmitry Peskov, em Moscou.

Na segunda-feira, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse apoiar um cessar-fogo temporário, especialmente para evitar ataques à infraestrutura energética durante o período natalino.

A Rússia respondeu que não aceita uma pausa curta no conflito. Segundo Peskov, Moscou quer encerrar a guerra com garantias duradouras e ainda aguarda detalhes sobre possíveis propostas de segurança discutidas por países ocidentais.

EUA ─ Reclassificação da cannabis

O presidente Trump avalia reclassificar a maconha como uma droga menos perigosa. Ele disse na segunda-feira a jornalistas, no Salão Oval, que estuda assinar uma ordem executiva para tirar a substância da categoria mais restritiva e incluí-la na lista de drogas da categoria três.

Hoje, a maconha está na mesma classificação de drogas como heroína e ecstasy, consideradas de alto risco e sem uso médico aceito. Segundo Trump, a mudança permitiria ampliar pesquisas científicas e estimular o setor.

O mercado reagiu imediatamente à sinalização. Ações de empresas ligadas à cannabis dispararam nos Estados Unidos. 

EUA/Pacífico ─ Guerra ao narcotráfico

O Comando Sul dos Estados Unidos realizou na segunda-feira ataques contra três embarcações na costa Oeste da América Latina. A ação deixou oito mortos e ocorreu em águas internacionais, sob ordens diretas do secretário de Defesa, Pete Hegseth.

Segundo autoridades americanas, as embarcações seriam operadas por organizações classificadas como terroristas e atuavam em rotas conhecidas de tráfico de drogas.

A ofensiva faz parte de uma campanha militar iniciada em setembro pelo governo Donald Trump. Desde então, 26 embarcações foram atacadas, com 95 mortes. As ações vêm sendo criticadas por países como Colômbia e Venezuela.

O plano de 100 anos da China para dominar Taiwan

Que a China considera Taiwan - a ilha independente e democrática - parte de seu território, nós já sabemos. Mas por trás disso há um plano de 100 anos que visa colocar o Partido Comunista Chinês no centro do poder global.

  • Como o plano é longo, preparamos um documentário em 6 partes que você pode assistir agora mesmo na Epoch TV Brasil, a nossa plataforma de streaming.

Tudo o que queremos no Natal é o retorno da civilidade

Pessoas patinam no rinque Place-Youville, decorado para o Natal, na cidade de Quebec, em 6 de dezembro de 2025. Foto: The Canadian Press/Jacques Boissinot

William Brooks ─ Autor, The Epoch Times

Para muitas pessoas criadas no norte dos Estados Unidos e no Canadá, o Natal evoca lembranças vívidas da infância: nevascas recentes, janelas cobertas de gelo, o aroma de um pinheiro em uma sala aquecida e bairros iluminados por luzes coloridas contra a escuridão do início da noite. Recordamos missas de meia-noite, manhãs de Natal cheias de expectativa, presentes simples e o cheiro de um peru assando.

Para quase todos, o Natal era uma época de boa vontade — um momento em que famílias se reuniam, vizinhos apareciam para conversar e as comunidades pareciam, ainda que brevemente, unidas por costumes compartilhados. Essas memórias ajudam a explicar por que Andy Williams podia cantar com tanta convicção, nos anos 1960, que era “a época mais maravilhosa do ano”.

Hoje, porém, essas recordações contrastam fortemente com a realidade contemporânea. O que antes era um momento cultural amplamente compartilhado tornou-se cada vez mais envolvido em ressentimentos políticos, disputas ideológicas e conflitos sobre o espaço público. O Natal não desapareceu — suas luzes ainda brilham —, mas os laços que antes uniam as comunidades tornaram-se mais difíceis de reconhecer em meio às fraturas da sociedade pós-moderna.

Durante a temporada natalina, manifestações de hostilidade contra pessoas de fé passaram a integrar as batalhas culturais do presente. Há décadas, estudiosos documentam a oposição de movimentos intelectuais à influência de valores cristãos na vida pública. Nos Estados Unidos, organizações como o Templo Satânico e a Freedom From Religion Foundation desafiam ativamente a presença de símbolos e tradições cristãs em espaços cívicos, usando argumentos constitucionais para restringir exibições natalinas ao âmbito privado.

No Canadá, a situação assumiu contornos ainda mais alarmantes. Nos últimos anos, alegações infundadas relacionadas às escolas residenciais indígenas contribuíram para um clima em que mais de 100 igrejas cristãs foram vandalizadas ou incendiadas, de Kamloops, na Colúmbia Britânica, a Halifax, na Nova Escócia.

Não se pode ignorar que tradições judaico-cristãs, antes capazes de mitigar divisões sociais, tornaram-se fontes de discórdia. Até símbolos religiosos familiares agora geram controvérsia. O que antes expressava paz e alegria foi absorvido por conflitos mais amplos sobre identidade e poder. Sentimentos outrora comuns tornaram-se profundamente divididos, enquanto jovens são atraídos para dinâmicas de antagonismo próprias de uma era turbulenta.

Restaurando o espírito do Natal

Independentemente de divergências sobre história ou responsabilidade, a violência crescente contra pessoas de fé e locais de culto revela o grau de polarização cultural atual. Restaurar o espírito do Natal exigirá algo contracultural: um retorno consciente à civilidade.

À medida que nos aproximamos de 2026 — provavelmente marcado por incertezas econômicas e geopolíticas —, ainda é possível resgatar a temporada priorizando a boa vontade. Um passo prático é revitalizar encontros sociais que atravessem divisões. Reuniões locais, encontros informais ou até conversas virtuais podem criar espaços onde a política cede lugar à convivência. Como disse o jornalista Eric Sevareid, “o Natal é uma necessidade”, um lembrete de que estamos aqui por algo maior que nós mesmos.

Outra forma de restaurar o espírito natalino é por meio do serviço ao próximo. Voluntariado, doações e campanhas solidárias reconectam a estação à sua mensagem tradicional de caridade e esperança. Calvin Coolidge expressou isso ao afirmar que o Natal é um estado de espírito marcado pela paz, pela misericórdia e pela boa vontade.

A reflexão pessoal também desempenha um papel importante. Participar de celebrações, reler obras clássicas como Um Conto de Natal, de Charles Dickens, pode restaurar virtudes como empatia e humildade. Em um mundo rápido em transformar diferenças em armas, a reflexão relembra o que temos em comum.

Por fim, é possível usar a tecnologia com mais discernimento: para fortalecer laços humanos, não para alimentar algoritmos movidos pela indignação. Se o Natal parece hoje enfraquecido, não é porque sua mensagem falhou, mas porque a civilidade foi negligenciada. Escolher a boa vontade em vez do ressentimento não elimina conflitos — mas pode devolver à estação o calor que um dia a tornou verdadeiramente maravilhosa.

As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente as opiniões do The Epoch Times.

Partido Comunista Chinês precisa ser exposto e condenado pelo crime de extração forçada de órgãos 

Praticantes do Falun Gong durante uma passeata pedindo o fim da perseguição do Partido Comunista Chinês, que já dura 25 anos, na cidade de Nova Iorque, em 20 de julho de 2024. Larry Dye/The Epoch Times

Especialistas em direitos humanos afirmam que a forma mais eficaz de enfrentar um dos crimes mais brutais do regime chinês — a extração forçada de órgãos de prisioneiros de consciência — é expor publicamente o Partido Comunista Chinês (PCCh) por meio de uma estratégia direta de “nomear e envergonhar”.

O crime, documentado por tribunais independentes, médicos e organizações internacionais, tem como principais vítimas praticantes do Falun Gong, além de uigures e outras minorias religiosas e étnicas.

A política do silêncio e a estratégia da vergonha

Durante um fórum internacional promovido pela organização Doctors Against Forced Organ Harvesting (DAFOH), especialistas defenderam que mecanismos legais tradicionais e instâncias da ONU falharam em conter os abusos do PCCh.

Precisamos aumentar o nível de horror, choque e indignação sobre o que esse regime criminoso está fazendo.

Katrina Lantos Swett, presidente da Lantos Foundation for Human Rights and Justice

Segundo ela, o regime chinês sabe que a extração forçada de órgãos é moralmente repulsiva — e justamente por isso tenta ocultá-la.

O fato de eles mentirem sobre isso prova o quanto sabem que é vergonhoso.

Katrina Lantos Swett

A farsa da “doação voluntária”

Pequim afirma que, desde 2015, abandonou o uso de órgãos de prisioneiros executados e adotou um sistema voluntário de doações. Mas evidências científicas colocam essa narrativa em xeque.

Um estudo publicado em 2019 na revista BMC Medical Ethics mostrou que os dados oficiais chineses de doação de órgãos seguem um padrão matemático artificial — algo inexistente em outros 50 países analisados.

A conclusão dos pesquisadores foi direta: os números foram manipulados.

Falun Gong Protection Act: pressão concreta

Uma das principais ferramentas de “nomear e envergonhar” é o Falun Gong Protection Act, projeto de lei aprovado por unanimidade na Câmara dos EUA e agora aguardando votação no Senado.

A proposta prevê:
• Sanções individuais contra envolvidos na extração forçada de órgãos
• Restrições de visto, multas de até US$ 1 milhão e até 20 anos de prisão
• Proibição de cooperação dos EUA com a China em transplantes enquanto o PCCh estiver no poder

É exatamente por isso que o PCCh trabalha tão duro para impedir essa lei. Ela transformaria isso em reconhecimento legal do crime.

Jan Jekielek, editor sênior e apresentador do The Epoch Times

Crimes contra a humanidade, comprovados além de qualquer dúvida

Em 2020, o Tribunal da China — um tribunal popular independente sediado em Londres — concluiu que o regime chinês praticou, por anos, a extração forçada de órgãos em larga escala.

“Aplicamos o padrão mais rigoroso possível: prova além de qualquer dúvida razoável”, disse Sir Geoffrey Nice, que presidiu o tribunal. “E concluímos que se trata de crimes contra a humanidade e tortura.”

O tribunal identificou praticantes do Falun Gong como o principal grupo de vítimas.

Falun Gong: de prática espiritual a alvo do Estado

O Falun Gong, baseado nos princípios de verdade, compaixão e tolerância, se espalhou rapidamente na China após 1992, alcançando entre 70 e 100 milhões de praticantes.

Em 1999, o PCCh passou a considerar o movimento uma ameaça e lançou uma campanha nacional de erradicação, marcada por:
• Prisões em massa
• Campos de trabalho forçado
• Centros de “reeducação”
• Tortura, mortes sob custódia e desaparecimentos

Somente nos primeiros seis meses deste ano, 76 mortes de praticantes sob custódia do regime foram documentadas.

Mobilização global cresce fora das instituições da ONU

Uma petição internacional lançada em 2024 pela DAFOH e pela Coalizão Internacional para Acabar com Abusos em Transplantes na China já reuniu mais de 505 mil assinaturas em 34 países.

O objetivo é pressionar governos do G7 e outras nações a:
• Condenar publicamente a prática
• Suspender cooperação em transplantes
• Proteger cidadãos contra turismo de transplantes
• Realizar audiências parlamentares anuais
• Investigar e responsabilizar envolvidos

Tentativas anteriores via ONU reuniram milhões de assinaturas, mas resultaram em nenhuma ação concreta.

“A ONU se perdeu em regras, enquanto o crime continuou”, afirmou o diretor da DAFOH.

Em resumo:

A extração forçada de órgãos na China deixou de ser uma denúncia marginal. Ela é hoje sustentada por evidências médicas, decisões jurídicas independentes e mobilização internacional crescente.

Enquanto o regime chinês ocupa cadeiras em conselhos de direitos humanos e redefine normas globais, organizações e legisladores apostam em uma estratégia mais simples — e potencialmente mais eficaz: expor publicamente o crime, retirar legitimidade política e elevar o custo moral e diplomático do silêncio.

Nomear, expor e constranger — para muitos especialistas, essa pode ser a última linha de defesa diante de um crime que prosperou justamente na escuridão.

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