
O navio militar HDMS Knud Rasmussen, da Marinha Real Dinamarquesa, patrulha perto de Nuuk, na Groenlândia, em 15 de janeiro de 2026. THE CANADIAN PRESS/AP-Evgeniy Maloletka
Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.
Europa e Estados Unidos devem permanecer unidos diante de preocupações comuns com a segurança no Ártico, afirmou a primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen em 28 de janeiro.
“O mundo como o conhecemos, pelo qual lutamos por 80 anos, acabou e não acho que voltará”, disse Frederiksen, ao lado do primeiro-ministro groenlandês Jens-Frederik Nielsen, durante uma conferência na Universidade Sciences Po, em Paris.
“Se permitirmos que a Rússia vença na Ucrânia, eles continuarão. O melhor caminho tanto para os Estados Unidos quanto para a Europa é permanecerem unidos.”
Frederiksen e Nielsen estavam programados para se encontrar com o presidente francês Emmanuel Macron no Palácio do Élysée mais tarde no dia, em busca de apoio de aliados europeus diante da pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para assumir o controle da ilha ártica dinamarquesa.
“Estamos sob pressão, pressão séria”, disse Nielsen. “Estamos tentando resistir. Estamos tentando lidar com nosso povo, que está com medo, assustado.”
Ele afirmou que a Groenlândia concorda com a necessidade de maior vigilância e segurança na região “devido à forma como a Rússia age agora”.
O objetivo de Trump de adquirir a Groenlândia abalou as relações transatlânticas e impulsionou esforços europeus para reduzir a dependência de Washington.
Frederiksen destacou que a crise mostrou que a maioria dos europeus está alinhada e conseguiu se unir para resistir às demandas de Trump, especialmente sua ameaça de tarifas adicionais sobre nações europeias.
Na semana passada, Trump descartou o uso da força para tomar o território ártico.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, contempla o pôr do sol em Nuuk, na Groenlândia, em 23 de janeiro de 2026. Mads Claus Rasmussen/Ritzau Scanpix/AFP via Getty Images
Trump também declarou a repórteres em 22 de janeiro que os Estados Unidos trabalharão com a OTAN para proteger a Groenlândia. Em 21 de janeiro, ele se reuniu com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, em Davos, na Suíça. O presidente disse ter formado um quadro para um acordo futuro sobre a Groenlândia e a região ártica maior durante o encontro. Mais tarde, em 22 de janeiro, a bordo do Air Force One, Trump afirmou que “não há limite de tempo” no acordo.
“Ouve-se falar em 99 anos, 50 anos”, disse ele. “É para sempre. Podemos fazer o serviço militar, podemos fazer o que quisermos. Está sendo negociado, vamos ver o que acontece. Acho que vai ser bom.”
“Temos muitas coisas ótimas no acordo. E não se esqueçam de que elas também são boas para a Europa, porque quando estamos bem, eles estão bem. E se não estivermos bem, isso não é muito bom para eles, porque nós seguramos tudo junto. Vamos trabalhar todos juntos, e a OTAN estará envolvida conosco. Vamos fazer, em conjunto, partes disso, em conjunto com a OTAN, que é realmente a forma como deve ser.”
Os Estados Unidos não terão despesas no acordo, exceto pela construção da Golden Dome, disse o presidente.
O projeto Golden Dome, impulsionado pela administração Trump, envolve a criação de uma rede de sensores e armamentos na Terra e no espaço que permite aos Estados Unidos interceptar mísseis de cruzeiro, mísseis hipersônicos, mísseis balísticos e drones.
Quando questionado se a Dinamarca apoia o conceito, Trump respondeu: “Acho que todo mundo gosta. ... Eu aviso em cerca de duas semanas.”
Naveen Athrappully e Reuters contribuíram para esta notícia.






