
Uma obra de arte que retrata os perigos do comunismo está localizada às margens da Interestadual 15, na Califórnia, em 6 de janeiro de 2025. John Fredricks/The Epoch Times
Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.
O comunismo passou por uma transformação sinistra após a Guerra Fria. De algum modo, a memória coletiva esqueceu que as ideologias marxistas e comunistas contribuíram para 61 milhões de mortes na União Soviética entre 1917 e 1987. A China experimentou pelo menos 60 milhões de mortes nos últimos 70 anos e um número estimado de 330 milhões de abortos forçados.
As mortes na China persistem até hoje. Na comunidade de inteligência, acredita-se que o aumento exponencial da extração de órgãos nos últimos 20 anos, combinado com o uso de 93 hospitais militares estatais para transplantes e execuções, pode ter levado a pelo menos 3 milhões de mortes atribuídas à extração forçada de órgãos.
O rápido crescimento econômico e a participação no comércio internacional deram a alguns a impressão de que o comunismo poderia ser a chave para certos países. Na noite passada, vi inclusive alguém dizer: “Bem, Xi não está nos arquivos de Epstein!” A ignorância é abundante.
A China certamente não pratica um “Comunismo Light”. Seus cidadãos estão aprisionados sob uma opressão implacável, assassina e ateísta. Não têm noção de liberdade de expressão. Foram doutrinados desde o nascimento; 1,4 bilhão de pessoas foram hipnotizadas para odiar Deus.
A guerra irrestrita do regime chinês contra o Ocidente inclui guerra comercial, guerra das drogas, guerra econômica, roubo de propriedade intelectual, guerra cibernética e guerra cognitiva. Mas a pior de todas as guerras é a guerra contra Deus.
Em meu livro “The Red Tsunami: The Silent Storm Killing Your Freedom”, escrevo: “O comunismo abomina e proíbe Deus e todas as outras religiões como fonte de qualquer autoridade. Substitui Deus pela adoração ao Estado ou ao chefe de Estado como o único deus. Substitui o amor pelo medo. Substitui a verdade por mentiras demonstradas.”
Segundo o Pew Research, quase 40% dos americanos hoje acreditam que estamos vivendo nos “tempos do fim”.
Muitos temem a “marca da besta”, um sistema que restringe alimento e abrigo caso a pessoa não se entregue a satanás. A mecânica desse sistema da besta parece mais plausível do que nunca, com sistemas de vigilância acelerados, metodologias de rastreamento e monitoramento, dados biométricos e padrões de comportamento armazenados por empresas de tecnologia, e dados de DNA vendidos como mercadoria. As paredes estão se fechando sobre a liberdade.
A missão de satanás sempre foi descrita como tríplice: roubar, matar e destruir. No Livro de João, Jesus nos advertiu: “O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” (João 10:10)
O comunismo e, em particular, o Partido Comunista Chinês, por meio de sua política de guerra irrestrita, incorporam esses mesmos três objetivos: matar a fé e a individualidade, roubar os frutos do trabalho humano e destruir famílias, comunidades e cultura. De fato, o comunismo vai além: exige que seus adeptos destruam a própria crença em Deus.
O que vemos hoje é, simplesmente, a batalha épica entre o bem e o mal em proporções bíblicas. O analista geopolítico e gestor de hedge fund David Murrin compartilhou recentemente sua perspectiva: embora o PCCh não apareça como um demônio com chifres, ele representa o aspecto mais sombrio dos sistemas humanos. Escuridão é a supressão da alma. Escuridão é a supressão da liberdade, de nosso potencial máximo e de nossa aspiração. Luz é o incentivo à jornada individual de cada pessoa. Essa escuridão removeria qualquer luz que restasse no mundo, sem dúvida.
Você vê a “tomada de Deus” em todos os lugares. Um exemplo está na educação, onde instituições são doutrinadas, apropriando-se de tradições judaico-cristãs de “justiça social”, como cuidar do pobre e da viúva e acolher o estrangeiro. Contudo, retiraram suas origens na lei divina, na humildade, no arrependimento pessoal e em uma vida virtuosa.
Ironicamente, ao lado desses movimentos de justiça social está o que o estudioso Gad Saad descreve como “empatia suicida”. Isso pode ser visto nos protestos de “defund the police” e contra o ICE, onde, dentro das próprias comunidades que lamentaram estupros brutais e assassinatos de jovens inocentes, pessoas vão às ruas protestar contra os agentes que buscam limpar as ruas e fazer cumprir a lei.
O Partido Comunista Chinês, anti-Deus, trama, financia, aplaude e amplifica o suicídio cultural e religioso do Ocidente a cada passo, particularmente por meio da educação e das redes sociais. Tem influência em nossos sistemas educacionais, manipulando currículos para que crianças, como na China, sejam doutrinadas a odiar a América, odiar a liberdade e odiar Deus. De fato, o PCCh investiu bilhões em operações da “Frente Unida”, que incluem propaganda, campanhas de influência e infiltração institucional, promovendo essa erosão neomarxista que nega a alma.
O pastor Tommy Quick, fundador do Christian Families Against Destructive Decisions, identifica o PCCh e o comunismo como “o messias falsificado”, “uma ordem anticristo projetada para escravizar a humanidade sob a falsa bandeira de ‘paz, justiça e igualdade’”.
David Wilkerson, falecido pastor das Assembleias de Deus e autor do best-seller profético “The Vision” (1973), descreveu o comunismo sob Mao Zedong como um “sistema satânico” que “prepara o terreno para o Anticristo”. Ele vinculou o culto à personalidade de Mao ao “homem da iniquidade” descrito na versão New King James: “Ninguém de modo algum vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe e se exalta acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, a ponto de assentar-se no templo de Deus, querendo parecer Deus.” (II Tessalonicenses 2:3-4)
O sistema de crédito social da China, a repressão sangrenta às liberdades religiosas e seus numerosos braços de propaganda traçam paralelos com um enganador satânico global em ascensão. Todo o aparato do PCCh é imutavelmente anticristo e anticristão. Como diz Efésios 6:12, “nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra … forças espirituais do mal”. As forças satânicas que desencadearam contra seu próprio povo, especialmente pessoas de fé, só podem ser vistas como um prenúncio do que pretendem impor ao restante de nós, caso tenham oportunidade.
Em meu livro “The Red Tsunami”, ofereço uma saída para essa infiltração e subversão voltada a destronar o Altíssimo. A saber, sua família deve adotar uma política rigorosa de redes sociais. Aplicativos desenvolvidos na China foram projetados para promover mensagens woke, marxistas e anti-Deus.
Influenciadores são generosamente pagos para fomentar dissensão, divisão e desprezo por cristãos, judeus e, em última instância, por Deus. Acima de tudo, a partir de hoje, você deve parar de alimentar seu inimigo. Pare de votar em políticos com vínculos ou financiamento de empresas chinesas. Pare de comprar qualquer coisa fabricada ou produzida na China, onde esses recursos são usados para financiar seu inimigo. Invista mais tempo estudando as Escrituras do que nas redes sociais. Vá direto à fonte, mantenha sobriedade mental, e Ele endireitará seus caminhos.
As opiniões expressas neste artigo são do autor e não refletem necessariamente as opiniões do The Epoch Times.






