Matéria traduzida e adaptada do inglês, publicada pela matriz americana do Epoch Times.

A falsa promessa da esquerda de que um Estado de bem-estar social maior é a resposta para todos os problemas dos americanos não conseguiu produzir uma melhor qualidade de vida para as famílias comuns. Ainda assim, a mentira do socialismo tem ressoado entre alguns eleitores.

Uma nova pesquisa divulgada neste mês revela que um recorde de 38% dos americanos acredita que seria algo positivo para os Estados Unidos abandonar o capitalismo — o sistema de escolha individual, liberdade e oportunidade sobre o qual o país foi fundado — e adotar o socialismo. Isso representa um aumento de 20 pontos percentuais em relação a 2010.

A esquerda pintou um quadro cor-de-rosa de um Estado socialista que elevaria os indivíduos e proporcionaria uma vida confortável, livre das “correntes” da incômoda responsabilidade pessoal. Trata-se de demagogia em seu pior nível.

Enquanto progressistas celebram o “calor do coletivismo”, milhões de pessoas ao redor do mundo estão fugindo da opressão do socialismo em busca do sonho americano — onde o trabalho duro e a meritocracia ainda oferecem a promessa de uma vida melhor.

Essa não é apenas uma comparação teórica entre países do hemisfério. Esse contraste está acontecendo dentro dos próprios Estados Unidos, e os americanos têm um lugar na primeira fila para observar como essas ideologias divergentes realmente funcionam. Spoiler: o resultado não é favorável para nossos camaradas progressistas.

Estados como Califórnia, Nova Iorque e Washington têm aderido a essas ideias, mas sua marcha constante em direção a esse admirável mundo novo socialista tem se mostrado excessiva para mentes racionais. Indivíduos e empresas estão correndo em direção a lugares mais sensatos — levando empregos e investimentos com eles.

Em Nova Iorque, onde o prefeito Zohran Mamdani quer aumentar impostos sobre empresas, implementar um “imposto sobre riqueza” e elevar o salário mínimo para US$ 30 por hora, quase 5.000 empresas deixaram a cidade ou fecharam definitivamente no ano passado. Esse foi o período mais fraco de criação de empresas na cidade desde o auge da pandemia de COVID-19.

Na Califórnia — que possui a maior alíquota marginal de imposto de renda do país e onde agora há esforços para aprovar um “imposto sobre bilionários” — a lista de empresas que deixaram o estado parece uma fita de notícias: Tesla, Oracle, Hewlett Packard Enterprise e In-N-Out Burger. E a lista continua. No ano passado, o estado registrou uma redução de US$ 10 bilhões em investimentos na indústria de tecnologia.

Desde 2020, a Califórnia sofreu uma perda líquida de 1,2 milhão de residentes para outros estados. Esse êxodo em massa custou ao estado US$ 102 bilhões em receitas perdidas entre 2020 e 2022, agravando seus problemas financeiros. O chamado Golden State enfrenta um déficit de até US$ 38 bilhões no ano fiscal de 2026–2027.

Infelizmente, Seattle não apresenta quadro melhor. Mais de um terço dos escritórios comerciais do centro da cidade estão vazios, um aumento de mais de 50% desde 2022. Em uma pesquisa recente, mais de dois terços das pequenas e médias empresas disseram estar sob maior pressão financeira agora do que no auge da pandemia.

Para onde estão indo todas essas famílias, empresas e investimentos?

Não surpreende que estejam indo para estados e cidades que acolhem a livre iniciativa, em vez de tributá-la e redistribuí-la até sufocá-la.

Mais de 100 grandes corporações transferiram suas sedes para Dallas–Fort Worth entre 2018 e 2024, tornando a região o principal destino para empresas que relocam suas sedes. De acordo com o governador do Texas, Greg Abbott, mais da metade das empresas que se mudaram para o Texas entre 2020 e 2021 veio da Califórnia.

“Dallas não demoniza empresas bem-sucedidas”, disse recentemente o prefeito Eric Johnson. “(As empresas) estão procurando Dallas porque podem ver claramente que esta é a cidade-santuário da América contra o socialismo.”

Da mesma forma, mais de 30 grandes empresas se mudaram recentemente para o sul da Flórida, que se tornou outro polo empresarial. O condado de Miami-Dade agora lidera o país em crescimento de pequenas empresas.

Em 2022, a Citadel, um dos principais fundos de investimento dos Estados Unidos, transferiu sua sede global de Chicago para Miami. O CEO Ken Griffin citou os altos impostos e a criminalidade desenfreada da primeira cidade como principais razões para a mudança. Em contraste, disse ele, Miami “encarna o sonho americano”.

A esquerda gostaria de convencer o público de que o sonho americano foi substituído por um fervor socialista. Não foi. Mas os progressistas continuam tentando impor sua agenda radical às famílias comuns.

Devemos deter seu ataque à livre iniciativa e à liberdade individual antes que isso arruíne e leve à falência nosso país — assim como aconteceu com as cidades e estados que acreditaram na mentira desse experimento fracassado.

As opiniões expressas neste artigo são do autor e não refletem necessariamente as opiniões do The Epoch Times.


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